Um jovem entregador, apaixonado por colecionar antiguidades, adquire por acaso a arte de ocultação dos Cinco Elementos. Com essa habilidade, ele mergulha no mundo das relíquias, desvendando tesouros esquecidos e tornando-se uma lenda entre as vastas riquezas culturais dos cinco mil anos da civilização chinesa. Nossa missão é ousada: infiltrar-nos nos museus de todos os países e explorar os túmulos das personalidades ilustres ao redor do mundo.
O vento frio do norte uivava entre os prédios da cidade, mas nem mesmo esse clima severo conseguia perturbar o ritmo de vida da metrópole. Às oito da manhã, Liuzhou já exibia um cenário de congestionamento intenso, com carros buzinando sem parar pelas avenidas. Os pedestres sequer tinham tempo de admirar a paisagem do parque ao lado; todos, vestindo ternos alinhados, com pastas debaixo do braço e pães fumegantes nas mãos, seguiam apressados em direção aos seus objetivos.
– Maldição, será que andei esquecendo de fazer minhas oferendas ao Deus da Sorte? Quando a maré está ruim, até um gole d’água entala. Deixem passar, tios e tias! – resmungava um jovem de aparência limpa, que cortava o trânsito montado numa velha bicicleta elétrica, atravessando a multidão com agilidade impressionante. Do alto, parecia um mestre navegando por entre mil flores sem que uma só pétala tocasse seu corpo.
Contudo, esse “mestre” suava em bicas, o rosto tomado pela ansiedade. Apertava o acelerador ao máximo, e, como se não bastasse, pedalava energicamente, tentando unir homem e máquina para ganhar velocidade extra.
– Meu Deus, justo hoje a minha BMW tinha que quebrar? No horário de pico... Quando chegar na empresa, aquele porco barrigudo vai acabar comigo – murmurava, imaginando a baba fétida do gerente Liu espirrando-lhe no rosto durante uma bronca. Tomado pelo desespero, o jovem avançou ainda mais.
Seu nome era Fang You, tinha vinte e três anos, e, além de ter segurado a mão de uma garota na universidade, não possuía nada mais de relevante em sua vida. Já havia desistido