Bei Xin é um pseudônimo, frequentemente assinado como Laranja Fresca. Trata-se da história de um homem implacável, uma alma indomável e um enredo repleto de erros e embaraços. Quatro anos atrás, ela o mandou para a prisão e só se tranquilizou ao ter certeza de que a sentença de morte havia sido cumprida. Quatro anos depois, ele a arrasta para o inferno, observa impiedosamente enquanto ela é humilhada e ferida, ainda assim sem satisfazer sua sede de vingança. Esta é uma retaliação cuidadosamente planejada, uma vingança paciente e persistente. Fu Shenhui sempre acreditou que He Yan permaneceria para sempre sob seu controle.
— E então, Chefe, o que fazemos com essa mulherzinha? — perguntou Tigre.
Shen Zhijie, com a cabeça baixa, enrolava uma tira de pano na ferida sangrando em sua palma. Ao ouvir a pergunta, lançou um olhar indiferente à mulher encolhida junto à roda, tremendo de medo. — Faça limpo. Não deixe rastros.
Sua voz era bela, o timbre limpo, levemente grave, mas com um toque gélido.
— Deixa comigo! — respondeu Tigre, pegando uma barra de ferro de quase um metro e avançando em direção à mulher.
Era uma barra grossa, de ferro com rosca, que He Yan havia apanhado num canteiro de obras. Tinha deixado no porta-luvas do carro para se proteger. Quando colocou ali, jamais imaginou que cairia nas mãos de um bandido, tornando-se o instrumento de sua possível morte.
Sobreviver. De qualquer jeito, sobreviver!
He Yan tremia como uma folha, mas dentro de si uma voz gritava ferozmente: seus pais ainda estavam vivos, tinham sido sempre pessoas bondosas e jamais suportariam sua morte violenta. E havia ainda Liang Yuanze, esperando por ela para se reencontrarem.
Ela realmente não deveria ter viajado sozinha por aquela estrada rural, não deveria ter achado que dirigir seria seguro, muito menos deveria ter parado ao ver alguém caído no asfalto. Devia era ter acelerado e passado por cima!
Mas não era hora para arrependimentos ou culpa; ela estava à beira da morte.
— Por favor, não me matem! Levem o carro, o dinheiro, tudo! Eu juro que não vou à polícia, só peço que não me matem! — chorou, rastejando de joelhos até o homem de traços frios sentado à b