O viajante que percorre os céus e os inúmeros mundos

O viajante que percorre os céus e os inúmeros mundos

Autor: 1 grande sabedoria 1

Lu Xuan, um jovem da cidade, ao despertar, descobriu que havia atravessado para outro mundo. No começo, ele só queria sobreviver. Depois, percebeu que podia almejar muito mais. Podia deixar seu nome nas histórias que não lhe pertenciam. Podia buscar aquelas artes marciais excepcionais e técnicas de cultivo que não existiam na realidade. Até mesmo podia espiar os segredos do céu e encontrar as palavras “imortalidade”. Assim, a paisagem dessa jornada tornou-se cada vez mais fascinante. Número do grupo: 553914792

O viajante que percorre os céus e os inúmeros mundos

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Capítulo 1: De regresso à dinastia Tang em sonhos

Capítulo 1 — De volta à dinastia Tang em sonhos

No meio da noite, dentro de uma casa arruinada, sem sequer telhado, um velho segurava um monte de lenha seca e a lançava ao fogo diante de si. À luz das chamas, dava para ver que já era bastante idoso. Tinha os cabelos brancos e o rosto marcado pelo tempo, sulcado por vento e geada. Ainda assim, seus olhos brilhavam com vigor, e seus movimentos não denunciavam a menor senilidade.

A luz fraca mal conseguia iluminar o aposento inteiro. No canto da sala, via-se também um jovem de tronco nu, deitado sobre um amontoado de palha, sem se saber se estava desmaiado ou em sono profundo.

Depois de acrescentar alguns gravetos, o velho fez o fogo crescer um pouco. Em seguida, largou a lenha, aproximou-se do jovem e levou a mão à testa dele para sentir sua temperatura. Depois de um instante, recolheu a mão.

— Ainda é um teimoso...

Murmurando, puxou para si uma peça de roupa surrada, de modelo indefinível, e cobriu o jovem com ela. Então voltou a sentar-se junto à fogueira, tirou um bolinho de farinha acinzentado e enegrecido e começou a assá-lo no fogo.

Lu Xuan sentia apenas a cabeça prestes a se partir de dor, como se a nuca estivesse rachando. Todo o corpo lhe pesava, fraco e sem forças. Ele se esforçou para abrir os olhos, mas as pálpebras pareciam coladas com cola. Quis erguer a mão para tocar a nuca, mas, ao primeiro movimento, um tremor lhe percorreu o corpo inteiro. Só então percebeu que não era apenas a cabeça que doía; era o corpo todo, em todo lugar, como se todos os ossos estivessem

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