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Ao amanhecer, uma névoa envolvia as árvores selvagens diante da entrada; ao longe, no final do bosque, reluzia um riacho com águas onduladas. Às margens do rio, duas fileiras de salgueiros estavam plantadas; após o início do outono, as folhas verdes e tenras foram caindo, restando apenas os galhos nus.
Gao Changsong abriu a porta e saiu; o vento outonal de outubro o fez estremecer. Dizem que cada chuva de outono traz um frio, e já haviam caído três chuvas desde o início do outono. Vestia uma túnica longa de colarinho virado e mangas estreitas, botas de couro marcando o solo úmido, respingando lama a cada passo.
No que diz respeito à aparência, Gao Changsong era notavelmente bonito: rosto claro e delicado, expressão jovial de olhos sorridentes, uma beleza juvenil que, mesmo na dinastia Tang, seria considerado um jovem belo e alvíssimo.
Isso mesmo, dinastia Tang.
O ar fresco, misturado ao cheiro de esterco de galinha, invadia-lhe as narinas, deixando Gao Changsong com sentimentos contraditórios: se estivesse na modernidade, certamente apreciaria a vida bucólica de um vilarejo ecológico. Mas ter realmente atravessado para a dinastia Tang, e mais ainda para a lendária “Aldeia do Velho Gao”, do clássico Jornada ao Oeste, não era algo que lhe agradasse.
E, além disso...
Ouviu-se um rangido e a porta se abriu numa fresta, por onde rolou um pequeno ser delicado como uma escultura em jade: a pequena Gao Cuilan, de apenas quatro anos, ainda com marcas de sono no rosto alvo, olhou para cima, confusa, e perguntou: “Irmão, vamos