Eu Consigo Ver as Regras Corretas dos Contos Estranhos [Infinito]

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Autor: Sereno e natural

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Eu Consigo Ver as Regras Corretas dos Contos Estranhos [Infinito]

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Capítulo 1 — As estranhas regras do Supermercado da Tranquilidade

Na grande rede de supermercados fora do Conjunto Residencial Lar Feliz, Su Rong empurrava um carrinho de compras, escolhendo com cuidado na seção de alimentos. Seu objetivo desta vez era estocar mantimentos suficientes para pelo menos dois meses, a fim de atravessar com tranquilidade aquele verão.

Com o mundo tão caótico, embora sua casa também não fosse totalmente segura, manter comida armazenada ainda era uma garantia a mais.

Em plena era de desordem, o supermercado estava pouco movimentado; aqui e ali, poucas pessoas escolhiam seus produtos. Todos se moviam com certa pressa, como se algo os perseguisse.

As luzes de diodo branco do supermercado eram ofuscantes, incidindo sobre os corpos e cobrindo todos com uma palidez irreal, quase não humana.

Su Rong virou a cabeça para a janela de vidro e sua expressão, antes tranquila, de repente se quebrou.

Sem saber quando, uma névoa tênue já se erguera do lado de fora. Além dela, as árvores tornavam-se indistintas, uma massa negra, alta e magra, como membros retorcidos. A densidade da névoa aumentava a olhos vistos; em um piscar de olhos, já não se distinguia mais a paisagem distante.

Não foi só ela que percebeu. Ao lado, uma senhora exclamou, apavorada, com a voz aguda e um tremor quase imperceptível: “Meu Deus do céu, de onde saiu essa neblina toda lá fora?”

Enquanto ela falava, Su Rong já empurrava o carrinho, correndo na frente de todos rumo aos caixas.

No entanto, a operadora de caixa que estava ali antes havia desaparecido sem que ninguém soubesse quando.

Não bastasse i

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