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À medida que o Ano-Novo se aproximava, o trem de alta velocidade também estava mais animado do que de costume.
Por causa da epidemia, todos usavam máscara, mas isso não impedia que a carruagem estivesse lotada. A maioria eram passageiros que tinham passado o ano inteiro trabalhando longe de casa e agora voltavam com sacolas e malas para passar o Ano-Novo com a família.
Mas aquela era a carruagem comum; a classe executiva em que Guan Ying estava era bem mais silenciosa.
O espaço era amplo, os assentos não estavam todos ocupados e quase ninguém conversava. Uns tomavam café, outros mexiam no celular. As comissárias circulavam entre os passageiros, servindo bebidas e petiscos com um sorriso nos lábios.
Por ser tão silencioso, o som que mais chamava atenção vinha, inesperadamente, da última fila, perto da janela. Ali estava sentado um homem de camisa branca, trabalhando no notebook.
Como os encostos bloqueavam a visão, não era possível ver seu rosto; só se ouvia o leve, porém nítido, clique dos dedos sobre o teclado.
O assento de Guan Ying ficava na primeira fila. Como não tinha dormido bem na noite anterior, assim que embarcou reclinou o banco até a metade, calçou os chinelos descartáveis fornecidos a bordo, colocou a máscara de olhos e fechou os olhos para descansar.
Não sabia quanto tempo se passara quando finalmente sentiu o couro cabeludo menos tenso. Nesse instante, surgiu ao lado dela um novo som, e ela tirou a máscara para olhar.
Era uma garota muito jovem, que parecia ainda estar na faculdade. Sentada à direita de Guan