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O tempo da Cidade A sempre era assim, ora fazia sol, ora esfriava de repente. Um instante antes o céu estava limpo e sem uma nuvem; no seguinte, carregou-se de um cinza sombrio. Song Chan acabara de voltar da escola e, no momento em que chegou ao pé do prédio, um estrondo ribombou e a chuva desabou em torrente.
Por sorte, a preciosa caixa da encomenda não fora encharcada.
Dentro dela estavam os quadrinhos que Song Chan comprara nos últimos dias; já só restavam os volumes finais, e, felizmente, ele conseguira comprá-los a tempo. Ao chegar em casa, mal podia esperar: abriu a caixa com uma ferramenta, pediu um chá com leite e se esparramou no quarto para ler, virando cada página a cada gole, todo satisfeito.
Na sala, a televisão ainda transmitia as notícias daqueles dias.
“Ultimamente, ocorreram vários casos de desaparecimento na Cidade A. Os órgãos competentes estão investigando. Pedimos aos cidadãos que redobrem a atenção e cuidem da própria segurança.”
Por causa dos estranhos desaparecimentos, nos últimos tempos tanto estudantes quanto trabalhadores estavam saindo mais cedo; assim que o céu escurecia, todos tratavam de voltar para casa. Até o orientador de Song Chan, ultimamente, parara de infernizar os alunos e lhes dissera para aproveitarem as férias em casa e descansarem.
Às oito da noite, as luzes das casas já estavam acesas, e era evidente que a maioria das pessoas já tinha voltado, exceto o quarto ao lado do de Song Chan. Aquele cômodo de portas e janelas fechadas estava mergulhado na escuridão; bastou Song Chan olhar para ele pa